Identificação de focos de incêndio durante a noite através das imagens do satélite MSG

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O estado do tempo em Portugal continental no dia 8 de agosto de 2016 foi condicionado por um fluxo de ar muito quente e seco, associado a uma corrente do quadrante leste que persistia desde o dia 5 de agosto, com o risco de incêndio nos níveis muito elevado e máximo para quase todo o território.

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Figura 1 – Compósito RGB Night Microphysics do MSG às 00UTC do dia 08 de agosto de 2016 (fonte: ePort).

 

Durante a noite de 7 para 8 de agosto pôde-se observar os locais onde estavam os fogos mais intensos do país através do RGB Night Microphysics.

Composição do RGB Night Microphysics:

R: IR12.0 – IR10.8 (-4 a 2K);

G: IR10.8 – IR3.9 (0 a 10K);

B: IR10.8 (243 a 293K).

Quando não existem nuvens altas, a diferença da banda vermelha (R) é próxima de zero e, não existindo outro tipo de nuvens, a diferença da banda verde (G) tem uma contribuição baixa para o compósito (não nula), principalmente devido à absorção pelo CO2 nos 3.9µm.

O canal IR10.8 isolado, banda azul (B), nas regiões sem nebulosidade, dá uma indicação da temperatura da superfície, que será tanto mais azul quanto mais quente a superfície estiver.

O canal IR3.9 do MSG tem uma elevada sensibilidade a temperaturas muito elevadas à superfície ao nível do sub-pixel, tornando-o especialmente adequado à deteção de fogos. Como o canal IR10.8 não tem esta capacidade, apesar de também conseguir detetar fogos de maiores dimensões, quando na presença de um foco de incêndio a diferença entre os dois (banda verde, G) vai corresponder ao valor zero, neste caso, o valor mais baixo desta banda. Assim, apenas com a contribuição das bandas R e B, a côr obtida no compósito final sobre terra é o magenta, identificando os focos de incêndio ativos.

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